A recuperação do Império e a desaparição dos trabalhadores

Por James Petras 
Um dos aspectos da decadência dos EUA é o da sua classe dominante fazer sobreviver e consolidar o seu poder sobre uma crescente desigualdade interna e uma profunda degradação das condições de vida dos trabalhadores e do povo do seu próprio país.

Derrubado o mito da “american way of life”, a violência militar e a exploração que exporta têm uma frágil rectaguarda.

Introdução

Os impérios entram em decadência ou expandem-se em função, basicamente, das relações entre governantes e governados. Há vários factores determinantes, entre os quais se incluem: 1) o rendimento, a terra e a habitação; 2) a evolução do nível de vida; 3) o aumento ou descida da taxa de mortalidade; e 4) a diminuição ou o aumento das famílias.
Ao longo da história, os impérios em expansão incorporaram a população no império, distribuindo às massas uma parte dos recursos espoliados, proporcionando-lhes terras, arrendamentos reduzidos e habitações. Os grandes latifundiários que tinham que fazer frente aos jovens veteranos regressados das guerras evitavam uma excessiva concentração da terra para evitar distúrbios nos seus feudos.

Os impérios em expansão melhoravam as condições de vida, pois empregados assalariados, artesãos, mercadores e escriturários encontravam emprego quando a oligarquia dava rédea solta ao seu consumo de ostentação e crescia a burocracia que administrava o império.

Um império próspero é causa e consequência do aumento das famílias e do número de plebeus sãos e educados que servem os governantes e são mantidos por eles.

Um império em decadência, pelo contrário, saqueia a economia interna e concentra a riqueza à custa da mão-de-obra, ignorando o decréscimo da sua saúde e da sua esperança de vida. Como consequência, os impérios em decadência vêm crescer a taxa de mortalidade; a propriedade de terras e habitações concentra-se numa elite de rentistas que vivem graças a uma riqueza adquirida imerecidamente por herança, fruto da especulação ou das rendas, que degrada o trabalho produtivo baseado na perícia e nos conhecimentos.

Os impérios em decadência são causa e consequência da deterioração das famílias, compostas frequentemente de trabalhadores dependentes dos opiáceos que sofrem o aumento da desigualdade entre eles e os seus governantes.

A história do Imperio Americano ao longo do último século encarna na perfeição a trajectória da expansão e queda dos impérios. O último quarto de século é um bom exemplo das relações entre governantes e governados em plena decadência do império.

As condições de vida dos estado-unidenses deterioraram-se a toda a velocidade. As empresas deixaram descontar para as pensões e reduziram ou eliminaram a cobertura sanitária dos seus trabalhadores, e viram reduzidos os seus impostos de finalidade social, o que redunda numa quebra da qualidade da educação pública.

Nos últimos vinte anos, os salários que a maior parte dos lares recebem estagnaram ou foram reduzidos; os gastos em saúde e educação arruinaram muitos, e converteram os graduados universitários em escravos das suas dívidas a longo prazo.

Nos EUA, o acesso à propriedade da habitação para menores de 45 anos diminuiu de 24% em 2006 para 14% em 2017. Ao mesmo tempo, os arrendamentos dispararam, especialmente nas grandes cidades de todo o país, e na maioria dos casos absorvem entre um terço e metade do rendimento mensal.

As elites empresariais e os seus peritos imobiliários desviam a atenção para as desigualdades “intergeracionais” entre pensionistas e jovens empregados assalariados, em lugar de reconhecer o aumento da desigualdade entre os altos executivos e os trabalhadores e pensionistas, cujos rendimentos passaram de 100 a 1 para 400 a 1 nas três últimas décadas.

Aumentaram também as diferenças entre a taxa de mortalidade da elite empresarial e dos trabalhadores, pois os ricos cada vez vivem mais anos sem perder a saúde enquanto os trabalhadores sofrem um decréscimo na esperança de vida ¡pela primeira vez na história dos EUA! Graças aos rendimentos procedentes de lucros, dividendos, aumento da taxa de juro, etc., os ricos podem pagar o elevado custo da medicina privada e prolongar a sua vida, enquanto a milhões de trabalhadores se receitam opioides para “reduzir a dor” e os conduzir a uma morte prematura.

Os nascimentos decresceram como consequência da carestia da saúde e da carência de creches e de baixas remuneradas por maternidade ou paternidade. Os últimos estudos revelaram que 2017 teve o menor número de nascimentos em 30 anos. A suposta “recuperação da economia” posterior ao colapso financeiro de 2008-2009 teve um desvio de classe: as elites empresariais e imobiliárias receberam um resgate superior aos 2 milhares de milhões de dólares enquanto mais de 3 milhões de lares da classe trabalhadora eram despejados e desalojados das suas habitações pelos financeiros que tinham adquirido as suas hipotecas. Resultado: um aumento acelerado de gente sem lar, especialmente nas cidades com maiores índices de recuperação da crise.

Provavelmente, os factores que produziram esta descida da maternidade e aumento da mortalidade são a falta de habitação e os desorbitados preços dos arrendamentos de apartamentos saturados, juntamente com os salários mínimos.

O imperialismo expande-se, o nível de vida desce

Nas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial, a expansão no estrangeiro foi acompanhada no âmbito interno pelo embaratecimento da educação superior, hipotecas a preços razoáveis que facilitavam a propriedade de uma habitação, e melhorias nas pensões e cobertura sanitária por conta dos patrões. Entretanto, nas duas últimas décadas a expansão imperial baseou-se na redução forçada do nível de vida.

O Imperio expandiu-se e as condições de vida pioraram porque a classe capitalista evadiu milhares de milhões de dólares de impostos através de paraísos fiscais, preços de transferência e isenções fiscais. E como se isso ainda fosse pouco, os capitalistas receberam imensas subvenções públicas para infra-estruturas e transferências gratuitas de inovação tecnológica financiada pelo Estado.

Nos nossos dias, a expansão imperial baseia-se na deslocalização das multinacionais manufactureiras com o fim de baixar os custos de mão-de-obra, aumentando assim a percentagem de trabalhadores de serviços mal pagos nos EUA.

O declínio das condições de vida da maioria é consequência da reestruturação do Imperio, da instauração de um sistema tributário regressivo e da redistribuição das transferências de gasto público com fins sociais do Estado de bem-estar para subvenções e resgates ao sector imobiliário e financeiro.

Conclusão

Nas suas origens, o imperialismo incluía um contrato social explícito com a força de trabalho: a expansão estrangeira compartilhava lucros, impostos e rendimentos com a força de trabalho em troca do apoio político dos trabalhadores à exploração económica imperial no exterior, o saque de recursos e a prestação de serviço nas forças armadas do império.

O contrato social era condicionado pelo equilíbrio relativo de poder: a maioria dos operários fabris, do sector público e os trabalhadores especializados estavam sindicalizados. Mas este equilíbrio de poder nas relações de classe baseava-se na capacidade da força laboral em participar activamente na luta de classes e, assim, pressionar o Estado. Ou seja, o imperialismo e a estrutura do bem-estar baseavam-se numa serie específica de condições intrínsecas do pacto social.

Com o tempo, a expansão imperial teve que enfrentar constrangimentos no exterior em resultado da emergente oposição de grupos nacionalistas ou socialistas, que forçavam as empresas à deslocalização do seu capital no estrangeiro. Os rivais do império na Europa e na Asia começaram a competir pelos mercados exteriores, obrigando os EUA a aumentar a sua produtividade, reduzir custos laborais, deslocalizar no estrangeiro ou reduzir lucros. Os EUA escolheram reduzir os padrões de vida domésticos e relocalizar a sua produção no estrangeiro.

Os dirigentes sindicais separaram-se de outros movimentos mais amplos de base e, ao carecerem de um movimento político independente, estarem assolados pela corrupção interna e comprometidos com um agrupamento social em vias de desaparição, reduziram-se em número e em capacidade de formular uma nova estratégia combativa pós-pacto social. A classe capitalista adquiriu controlo total sobre as relações de classe e, por conseguinte, começou a decidir unilateralmente os termos da política fiscal, do emprego, das condições de vida e, o mais importante, a despesa pública.

As despesas militares e económicas do império cresceram na proporção directa da redução das despesas sociais. Os grupos rivais de poder disputavam entre si conseguir a sua parte dos orçamentos capitalistas e decidir as prioridades político-militares. Os imperialistas económicos competiam ou uniam-se aos imperialistas militares; os neoliberais do livre mercado competiam com os militaristas pelos mercados exteriores em busca da ocupação de mais territórios, novas conquistas, mercados fechados e clientes submissos.

As estruturas de poder rivais competiam para ditar as prioridades imperiais – as poderosas redes sionistas urdiam guerras regionais favoráveis a Israel enquanto as multinacionais tentavam impulsionar a sua expansão político-militar na Asia (China, India e os mercados do sueste asiático).

Facções rivais das elites monopolizavam orçamentos, impostos e gastos comprimindo as condições de vida da força laboral. As classes imperialistas pactuaram entre elas, a qualidade e quantidade de trabalhadores diminuiu. Mas os descendentes dessas elites frequentavam as melhores escolas e garantiam os melhores postos no governo e na economia.

Os privilégios e o poder não produziram triunfos imperiais. A China soube integrar os seus programas educativos e trabalhadores qualificados no trabalho produtivo. Os privilegiados graduados universitários estado-unidenses, pelo contrário, trabalham em postos financeiros parasitários e lucrativos, não em sectores da ciência, da engenharia e da assistência social. Os graduados nas academias militares associaram-se a redes de “comandantes” que são coniventes com abusos sexuais, treinaram e promoveram oficiais que lançam misseis sobre centros populacionais e treinam a capitães da armada especializados em fazer colidir os seus próprios navios.

Os graduados pela Ivy League conseguiram assumir altos cargos no governo e conduziram os EUA a guerras intermináveis no Médio Oriente, multiplicando adversários, antagonizando aliados e gastando milhares de milhões de dólares em guerras que favorecem Israel, em vez de os gastar em apoios sociais e salários mais elevados para os trabalhadores norte-americanos. Pois, a economia está a recuperar… mas as pessoas estão a passar pior.

Diário Liberdade

JAMES PETRAS. La recuperación del Imperio y la desaparición de los trabajadores

Nerón tocaba la lira, Obama lanzaba canastas y Trump tuiteaba mientras sus imperios ardían.

Introducción

Los imperios entran en decadencia o se expanden en función, básicamente, de las relaciones entre gobernantes y gobernados. Hay varios factores determinantes, entre los que se incluyen: 1) la renta, la tierra y la vivienda; 2) la evolución del nivel de vida; 3) el aumento o descenso de la tasa de mortalidad; y 4) la disminución o aumento de las familias.

A lo largo de la historia, los imperios en expansión han incorporado a la población al imperio, distribuyendo a las masas una parte de los recursos expoliados, proporcionándoles tierras, arrendamientos reducidos y viviendas. Los grandes terratenientes que tenían que hacer frente a los jóvenes veteranos a su regreso de las guerras evitaban una excesiva concentración de la tierra para evitar los disturbios en sus feudos.

Los imperios en expansión mejoraban las condiciones de vida, pues jornaleros, artesanos, mercaderes y escribientes encontraban empleo cuando la oligarquía daba rienda suelta a su consumo ostentoso y crecía la burocracia que administraba el imperio.

Un imperio próspero es causa y consecuencia del aumento en las familias y en el número de plebeyos sanos y educados que sirven a los gobernantes y son mantenidos por ellos.

Por el contrario, un imperio en decadencia saquea la economía interna y concentra la riqueza a expensas de la mano de obra, ignorando el declive de su salud y de su esperanza de vida. Como consecuencia, los imperios en decadencia ven crecer la tasa de mortalidad; la propiedad de tierras y viviendas se concentra en una élite de rentistas que viven gracias a una riqueza que adquirida inmerecidamente por herencia, fruto de la especulación o de las rentas, que degrada el trabajo productivo basado en la pericia y los conocimientos.

Los imperios en decadencia son causa y consecuencia del deterioro de las familias, compuestas a menudo de trabajadores adictos a los opiáceos que sufren el aumento de la desigualdad entre ellos y sus gobernantes.

La historia del Imperio Americano a lo largo del último siglo encarna a la perfección la trayectoria de la expansión y caída de los imperios. El último cuarto de siglo es un buen ejemplo de las relaciones entre gobernantes y gobernados en plena decadencia del imperio.

Las condiciones de vida de los estadounidenses se han deteriorado a toda velocidad. Las empresas han dejado de cotizar las pensiones y han reducido o eliminado la cobertura sanitaria de sus trabajadores, y han visto rebajados sus impuestos de sociedades, lo que redunda en una merma de la calidad de la educación pública.

En los últimos veinte años, los salarios que perciben la mayor parte de los hogares se han estancado o reducido; los gastos en sanidad y educación han arruinado a muchos, y han convertido a los graduados universitarios en esclavos de sus deudas a largo plazo.

En EEUU, el acceso a la propiedad de la vivienda para menores de 45 años ha disminuido del 24% en 2006 al 14% en 2017. Al mismo tiempo, los alquileres se han disparado, especialmente en las grandes ciudades de todo el país, y en la mayoría de los casos absorben entre un tercio y la mitad de los ingresos mensuales.

Las élites empresariales y sus expertos inmobiliarios desvían la atención hacia las desigualdades “intergeneracionales” entre pensionistas y jóvenes empleados asalariados, en lugar de reconocer el aumento de la desigualdad entre altos ejecutivos y trabajadores y pensionistas, cuyos ingresos han pasado de 100 a 1 a 400 a 1 en las tres últimas décadas.

También han aumentado las diferencias en la tasa de mortalidad entre la élite empresarial y los trabajadores, pues los ricos cada vez viven más años sin perder la salud mientras los trabajadores sufren un descenso en la esperanza de vida ¡por primera vez en la historia de EEUU! Gracias a los ingresos procedentes de beneficios, dividendos, aumento del interés, etc., los ricos pueden pagar el elevado coste de la medicina privada y prolongar su vida, mientras a millones de trabajadores se les recetan opioides para “reducir el dolor” y precipitarles una muerte prematura.

Los nacimientos han descendido como consecuencia de la carestía de la sanidad y de la carencia de guarderías y bajas por maternidad o paternidad remuneradas. Los últimos estudios han revelado que 2017 tuvo el menor número de nacimientos en 30 años. La supuesta “recuperación de la economía” posterior al derrumbe financiero de 2008-2009 ha tenido un sesgo de clase: las élites empresariales e inmobiliarias recibieron un rescate superior a los 2 billones de dólares mientras más de 3 millones de hogares de clase trabajadora eran desahuciados y desalojados de sus viviendas por los financieros que habían adquirido sus hipotecas. El resultado: un aumento acelerado de personas sin hogar, especialmente en las ciudades con mayores índices de recuperación de la crisis.

Probablemente, los factores que han producido este descenso de la maternidad y aumento de la mortalidad son la falta de vivienda y los desorbitados precios de los alquileres de apartamentos saturados, junto con los salarios mínimos.

El imperialismo se expande, el nivel de vida desciende

En las décadas posteriores a la Segunda Guerra Mundial, la expansión en el extranjero estuvo acompañada en el ámbito interno por el abaratamiento de la educación superior, hipotecas a precios razonables que facilitaban la propiedad de una vivienda y mejoras en las pensiones y cobertura sanitaria a cuenta de los patronos. Sin embargo, en las dos últimas décadas la expansión imperial se ha basado en la reducción forzosa del nivel de vida.

El Imperio se ha expandido y las condiciones de vida han empeorado porque la clase capitalista ha evadido billones de dólares de impuestos a través de paraísos fiscales, precios de transferencia y exenciones fiscales. Por si fuera poco, los capitalistas han recibido inmensas subvenciones públicas para infraestructuras y transferencias gratuitas de innovación tecnológica financiada por el Estado.

En nuestros días, la expansión imperial se basa en la deslocalización de las multinacionales manufactureras con el fin de rebajar los costes de mano de obra, aumentando así el porcentaje de trabajadores de servicios mal pagados en EEUU.

El empeoramiento de las condiciones de vida de la mayoría es consecuencia de la reestructuración del Imperio, la instauración de un sistema tributario regresivo y la redistribución de las transferencias de gasto público con fines sociales del Estado del bienestar a subvenciones y rescates al sector inmobiliario y financiero.

Conclusión

En sus orígenes, el imperialismo llevaba aparejado un contrato social explícito con la mano de obra: la expansión extranjera compartía beneficios, impuestos e ingresos con la fuerza de trabajo a cambio del apoyo político de los trabajadores a la explotación económica imperial en el exterior, el saqueo de recursos y el servicio de estos en las fuerzas armadas del imperio.

El contrato social venia condicionado por el equilibrio relativo de poder: la mayoría de los obreros fabriles, del sector público y los trabajadores especializados estaban sindicados. Pero este equilibrio de poder en las relaciones de clase se basaba en la capacidad de la fuerza laboral para participar activamente en la lucha de clases y, así, presionar al Estado. Es decir, el imperialismo y la estructura del bienestar se basaban por completo en una serie específica de condiciones intrínsecas del pacto social.

Con el tiempo, la expansión imperial tuvo que enfrentar limitaciones en el exterior procedentes de la oposición que presentaban grupos nacionalistas o socialistas, creando las condiciones para la deslocalización de su capital en el extranjero. Los rivales del imperio en Europa y Asia empezaron a competir por los mercados exteriores, obligando a EEUU a aumentar su productividad, reducir costes laborales, deslocalizar en el extranjero o reducir beneficios. EEUU eligió reducir las condiciones de vida internas y sacar su producción al extranjero.

Los dirigentes sindicales se distanciaron de otros movimientos generales de base y, al carecer de un movimiento político independiente, estar asolados por la corrupción y comprometidos con un acuerdo social en vías de desaparición, fueron reduciéndose en volumen, incapaces de formular una nueva estrategia combativa que sustituyera al pacto social. La clase capitalista adquirió control total de las relaciones de clase y, por consiguiente, empezó a decidir unilateralmente los términos de la política fiscal, el empleo, las condiciones de vida y, lo más importante, el gasto público.

Los gastos militares para el mantenimiento del imperio crecieron en proporción directa a la reducción de subsidios sociales. Los grupos rivales de poder se peleaban para conseguir su parte de los presupuestos capitalistas y decidir las prioridades político-militares. Los imperialistas económicos competían o se unían a los imperialistas militares; los neoliberales de libre mercado competían con los militaristas por los mercados exteriores en busca de la ocupación de más territorios, nuevas conquistas, mercados cerrados y clientes sumisos. Las estructuras de poder rivales competían para dictar las prioridades imperiales –las poderosas redes sionistas urdían guerras regionales favorables a Israel mientras las multinacionales intentaban impulsar su expansión político-militar en Asia (China, India y los mercados del sureste asiático).

Facciones rivales de las elites monopolizaban presupuestos, impuestos y gastos comprimiendo las condiciones de vida de la fuerza laboral. Las clases imperialistas pactaron entre ellas, la calidad y cantidad de trabajadores disminuyó. Pero los descendiente de esas élites asistían a las mejores escuelas y se aseguraban los mejores puestos en el gobierno y la economía.

Los privilegios y el poder no produjeron triunfos imperiales. China ha sabido integrar sus programas educativos y trabajadores cualificados en el trabajo productivo y sacar partido de ello. Por el contrario, los graduados estadounidenses trabajan en puestos financieros parásitos y lucrativos, no en sectores de la ciencia, la ingeniería y la asistencia social. Los graduados en la academia militar han creado redes de “comandantes” que perdonan los abusos sexuales, entrenan y ascienden a oficiales que lanzan misiles sobre centros de población y entrenan a capitanes de la armada especializados en colisionar sus buques.

Los graduados en la Ivy League* consiguieron copar altos cargos en el gobierno y han llevado a EEUU a guerras interminables en Oriente Próximo, han multiplicado nuestros adversarios, enemistado a nuestros aliados y gastado billones de dólares en guerras que favorecen a Israel, en vez de dedicarlos a ayudas sociales y salarios más elevados para nuestros trabajadores. Y, sí, es verdad, la economía se está recuperando… pero a las personas les va peor.

Rebelión
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