Galerías: Amazonia Negra

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A máquina fotográfica a serviço da militancia –  em defesa da autoestima das populações negras


O projeto “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e infuências negras na floresta” é um instrumento de militância das artes visuais, no campo da antropologia visual, sobre a memória da população negra amazônica.

Trata-se de uma forma de movimento político em prol de (re)conhecimento do legado e contribuição da população negra amazônica na constituição do tecido sociocultural de Rondônia, da região norte e do Brasil, uma vez que as pesquisas e registros sobre as populações negras se concentram nas especificidades e características das populações das regiões nordeste, centro e sul do país – sem muito destaque para o norte.

A população negra amazônica é parte fundamental do mosaico que é a história da Amazônia e foi constituída a partir de 1750 com o povoamento do Vale do Guaporé por negros escravos vindos de Vila Bela da Santíssima Trindade/MT, em decorrência do ouro e da construção do aparato colonial de defesa militar “Forte Príncipe da Beira”. A partir de 1870, outras migrações negras, principalmente do Pará e do Maranhão, chegaram à região para a extração da borracha e de minérios e metais preciosos nos períodos conhecidos como “Ciclo do Ouro” e “Ciclo da Borracha. Entre 1907 e 1912, trabalhadores barbadianos contribuíram com mão de obra qualificada cada para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e, a partir de 2011, migrantes negros haitianos, refugiados das más condições de sobrevivência e trabalho daquele país, pas- saram a habitar a região norte e se espalhar pelo Brasil.

Marcela Bonfim.

Marcela Bonfim
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