Um ano de escrita da história

Por Eduardo Vasco

 

Terra milenar.

Sagrada.

Lugar de encontros e desencontros.

De revoluções e invasões.

Pátria multinacional e multicultural.

Aberta para as mais variadas experiências humanas.

Terra de espantosas contradições.

De idiossincrasias e universalidades.

Terra de paixões extremas.

Imperfeita, sobretudo.

E dessa imperfeição brota sua magia que a faz única, apesar das influências externas – boas e más.

América Latina.

Muitas vezes me emociono de orgulho ao ver a capacidade de nossos povos – ou, talvez, nosso povo – de escreverem eles mesmos a própria história.

História que se reinventa a cada minuto.

História que se origina e se desfaz.

Que se refaz.

Que ecoa para fora de nossas fronteiras.

Que atravessa oceanos e leva nossa mensagem para o mundo.

História que, muitas vezes, ou geralmente, não é a oficial.

Mas que é contada através da luta diária.

Dos gritos que saem como estrondo de balas de canhão.

Das gargantas secas que sustentam a dignidade retratada em cada rosto moldado pelas cabeças erguidas de cada latino-americano.

Que olham para o porvir e não se desprendem do passado, apesar das tentativas de apagar nossa história.

Graças ao trabalho de gerações de autênticos latino-americanos.

Que têm em Latinoamerica Exuberante mais um canal de expressão.

Que em um ano já ajudou a escrever nossa história.

Mas que, certamente, continuará escrevendo-a.

Porque ela é imortal e floresce a cada dia.

Parabéns à Ilka por estar à frente deste projeto.

 

10 de fevereiro de 2018, São Paulo.

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