Núcleo patriarcal

Por Ilka Oliva Corado 

Por esa razón vemos a padres, hermanos, abuelos, amigos, amantes, compañeros, creyéndose dueños de sus hijas, hermanas, nietas, amigas, amantes, compañeras. Y lo mismo con los desconocidos, se creen tan dueños de cualquier mujer que se sienten con la libertad de poder excluirlas, insultarlas, golpearlas, violarlas, asesinarlas y desaparecerlas.

Una violencia sistemática y estructural que comienza con el “es una niña” y termina en feminicidio. Si se nace mujer, se nace con todo en contra. Violencia que nos dice que las niñas juegan con muñecas y de casita. Violencia que nos dice que los niños pueden practicar deporte y las niñas no, porque el deporte es para niños y las niñas que limpien la casa. Violencia que nos dice que los hombres de la casa van a la escuela y las niñas no, porque su función en la vida es casarse, tener hijos y atender el hogar.

Violencia que nos dice que pocas mujeres logran poder acceder a la educación superior, porque esa violencia sistemática sigue pensando que la mujer es un objeto y como objeto no piensa, no siente, no actúa y no tiene derechos. Violencia que dicta que el papel de la mujer en la vida es abrir las piernas y criar hijos. Punto.

Una violencia que también ejerce la mujer contra la mujer, cuando unas dicen creyéndose castas, puras y santas, que las otras merecían ser violadas por: putas, alcohólicas, calientes, rogonas, provocadoras, cascos ligeros, promiscuas y drogadictas y, avalan con esto el patriarcado del cual también forman parte y ayudan a alimentar. Ignorando que al exponer a una mujer al escarnio público de la doble moral por su comportamiento y estilo de vida, también se exponen ellas que pertenecen al mismo género.

Una violencia estructural que alimenta un sistema que manipula, excluye y violenta a las mujeres en todos los niveles de la sociedad. Una violencia que dice que las mujeres no pueden decidir sobre sus propios cuerpos, y que ese cuerpo no le pertenece, le pertenece al escarnio público y al señalamiento de la religión. Por eso se sigue negando el derecho al aborto.

La violencia contra la mujer tiene varios rostros, innumerables formas por eso muchas veces es imperceptible, se disfraza de sutileza cuando muchos creen que halagan cuando en realidad lo que hacen es violentar con el acoso callejero.

Violencia estructural y sistemática que sigue negando atención médica, educación y oportunidades de desarrollo a mujeres. Un sistema de justicia patriarcal, misógino y machista, con jueces machistas, con fiscales machistas, con abogados machistas, con policía machista, con condenas inexistentes porque las decisiones se toman desde la misoginia que es el odio contra la mujer. Violencia obstétrica que irrespeta a la mujeres cuando están pariendo. La que la señala por cómo se viste, actúa y vive.

Hablar de violencia contra la mujer es hablar del inicio del tiempo.

Cada 25 de noviembre se celebra el Día Internacional de la Eliminación de la Violencia contra la Mujer. Lucha que inició en 1981, para conmemorar la fecha en que fueron asesinadas (en feminicidio) en 1960, las hermanas Mirabal: Patria, Minerva y María Teresa, en República Dominicana por órdenes del dictador Trujillo. Desde 1999 las Naciones Unidas llaman a los países del mundo a pronunciarse contra la violencia contra mujer.

Sin embargo dado que la violencia es estructural y sistemática, lo que tenemos que cambiar es el sistema, los patrones de crianza, porque como decía al principio, el feminicidio es la expresión más atroz del patriarcado sobre la mujer, pero inicia con la exclusión y la degradación solo por su género.

Para erradicar los feminicidios tenemos que erradicar el patriarcado, para erradicar el patriarcado tenemos que cambiar el sistema. Para tener sociedades equitativas e igualitarias, en derechos y obligaciones, tenemos que arrancar de raíz el patriarcado.

Un ejemplo de violencia contra la mujer, que es subliminal, es la de pareja, cuando es la compañera la que se opera para no tener hijos, porque el compañero como es hombre jamás se haría una vasectomía porque perdería la hombría. Estereotipos del patriarcado.

La violencia contra la mujer es tema en el que debemos insistir, y que nos compete a todos, en todas las capas de la sociedad, a los urbanos y rurales, porque es obligación de todos erradicar el patriarcado, la misoginia y el machismo.

Empezando por dejar de llamarles culos a las mujeres, al referirse a ellas.


Tradução do Eduardo Vasco, Diário Liberdade 

Vivemos em sociedades patriarcais, misóginas e machistas; como resultado desse padrão, a violência contra a mulher é sistemática e estrutural. E também, por mais indigno que seja, é uma violência normalizada porque a mulher ainda é vista como um objeto que pertence à pessoa que a compra.

Por essa razão, vemos pais, irmãos, avós, amigos, amantes, companheiros, acreditando-se donos de suas filhas, irmãs, netas, amigas, amantes e companheiras. E o mesmo com estranhos, eles acreditam que são donos de qualquer mulher que se sentem livres para excluí-las, insultá-las, golpeá-las, estuprá-las, matá-las e desaparecer.

Uma violência sistemática e estrutural que começa com “é uma menina” e acaba com o feminicídio. Se uma mulher nasce, ela nasce com tudo contra ela. Violência que nos diz que as meninas jogam com bonecas e uma casa. Violência que nos diz que os meninos podem praticar esportes e as meninas não podem, porque os esportes são para meninos, e as meninas que limpem a casa. Violência que nos diz que os homens da casa vão à escola e as meninas não, porque sua função na vida é se casar, ter filhos e cuidar da casa.

Violência que nos diz que poucas mulheres podem acessar o ensino superior, porque essa violência sistemática continua a pensar que as mulheres são um objeto e como um objeto que elas não pensam, não sentem, não agem e não têm direitos. A violência que determina que o papel da mulher na vida é abrir as pernas e criar filhos. Ponto.

Uma violência que também exercem mulheres contra mulheres, quando algumas dizem que acreditam que são castas, puras e santas, que as outras merecem ser estupradas por serem: putas, alcoólatras, atiçadas, atiradas, provocadoras, periguetes, promíscuas e drogadas e, elas endossam com isso o patriarcalismo de que também são parte e ajuda a se alimentar. Ignorando isso ao expor uma mulher ao escárnio público de dupla moral por seu comportamento e estilo de vida, elas também se expõem que pertencem ao mesmo gênero.

Uma violência estrutural que alimenta um sistema que manipula, exclui e viola as mulheres em todos os níveis da sociedade. Uma violência que diz que as mulheres não podem decidir sobre seus próprios corpos, e que esse corpo não lhes pertence, pertence ao escárnio público e ao apontar a religião. É por isso que o direito ao aborto continua a ser negado.

A violência contra a mulher tem vários rostos, formas inumeráveis, por isso é muitas vezes imperceptível, disfarçando-se de sutileza quando muitos acreditam que elas se lisonjeiam quando de fato o que fazem é violentar com o assédio das ruas.

Violência estrutural e sistemática que continua a negar as oportunidades de cuidados médicos, educação e desenvolvimento às mulheres. Um sistema de justiça patriarcal, misógino e machista, com juizes machistas, procuradores machistas, advogados machistas, policiais machistas, com sentenças inexistentes porque as decisões são retiradas da misoginia que é o ódio contra as mulheres. Violência obstétrica que desrespeita as mulheres quando elas estão dando à luz. Aquele que mostra como ela se veste, age e vive.

Falar sobre a violência contra as mulheres é falar sobre o início dos tempos.

Todos os dias 25 de novembro, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher é celebrado. Luta que começou em 1981, para comemorar a data em que foram assassinados (em feminicidio) em 1960, as irmãs Mirabal: Patria, Minerva e María Teresa, na República Dominicana por ordens do ditador Trujillo. Desde 1999, as Nações Unidas pediram aos países do mundo que se exprimam contra a violência contra as mulheres.

No entanto, dado que a violência é estrutural e sistemática, o que temos de mudar é o sistema, os padrões parentais, porque como eu disse no início, o feminicídio é a expressão mais atroz do patriarcado sobre as mulheres, mas começa com a exclusão e degradação apenas por causa do seu gênero.

Para erradicar o feminicídio, temos que erradicar o patriarcado, para erradicar o patriarcado, temos de mudar o sistema. Para ter sociedades equitativas e igualitárias, em direitos e obrigações, devemos cortar o patriarcado pela raiz.

Um exemplo de violência contra a mulher, subliminal, é o de um parceiro, quando é o parceiro que opera para evitar ter filhos, porque o parceiro como homem nunca teria uma vasectomia porque perderia sua masculinidade. Estereótipos do patriarcado.

A violência contra as mulheres é um assunto sobre o qual devemos insistir, e isso pertence a todos nós, em todas as camadas da sociedade, ao urbano e ao rural, porque é obrigação de todos erradicar o patriarcado, a misoginia e o machismo.

Comece por parar de chamar as mulheres de bunda ao se dirigir a elas.


Translated  by Marvin Najarro 

We live in patriarchal, misogynist and sexist societies. As a result of this pattern, violence against women is systematic and structural. And also, however despicable it may be, it is a normalized violence because the woman is still seen as an object that belongs to the one who buys it.

It is for that reason that we see parents, brothers, grandparents, friends, lovers, and companions, who believe themselves owners of their daughters, sisters, granddaughters, friends, lovers, and companions. And the same with strangers, they believe themselves as being the owners of any woman, with the right to exclude, insult, beat, rape, disappear and murder them.

A systematic and structural violence that begins with the “it’s a girl” and ends in feminicide. If you are born a woman, you are born with everything against you. It is a violence that tells us that girls play with dolls, that boys can play sports but not the girls, because sports are for boys while girls must clean the house. Violence that tells us that the men must go to school but not the girls, because their role in life is to get married, have children and take care of home.

Violence that tells us that only a few women are able to access higher education, because this systematic violence continues to think that women are an object, and as an object, they do not think, feel, act, and have no rights. Violence that dictates that the woman’s role in life is to open her legs and raise children, period.

Violence that women also exerts against other women, when some of them believing themselves to be chaste, pure and virtuous say that other women for being whores, alcoholics, horny, beseechers, provocative, flighty, promiscuous and drug-addicts deserve to be raped, thus endorsing and feeding the patriarchy of which they are also a part. Ignoring that by exposing a woman, for her behavior and lifestyle, to the double standard of public derision, they also expose themselves, because they belong to the same gender.

A structural violence that feeds a system that manipulates, excludes, and abuses women at all levels of society. A violence that says that women cannot decide over their own bodies, and that that body does not belong to them, but to public derision, and religion’s finger pointing. That is why the right to abortion continues to be denied.

The violence against women has several faces, countless forms, which is why it is often imperceptible; it subtly disguises itself when many men believe they’re flattering when in fact what they’re doing is committing some form of street harassment.

Structural and systematic violence that continues to deny medical care, education and development opportunities to women. A patriarchal justice system, misogynist and sexist: with sexist judges, prosecutors, lawyers, and police, and with nonexistent sentences because the decisions are taken from the misogyny which is hatred against women. Obstetric violence that disrespects women when they are giving birth. Violence that points a finger at her for how she dresses, acts and lives.

Talking about violence against women is talking about the beginning of time.

Every 25th of November, the International Day for the Elimination of Violence against Women is celebrated. Fight that began in 1981, to commemorate the date in which the Mirabal sisters: Patria, Minerva and María Teresa were murdered (in a feminicide) in the Dominican Republic by dictator Trujillo’s orders in 1960. Since 1999, the United Nations has called on the countries of the world to speak out against violence towards women.

However, given that the violence is structural and systematic, what we have to change is the system, the parenting styles, because as I said at the beginning, feminicide is the most atrocious expression of patriarchy over women, but it starts with the exclusion and degradation only because of her gender.

In order to eradicate feminicide we have to eradicate patriarchy, and to eradicate patriarchy we have to change the system. To have equitable and democratic societies, in rights and obligations, we have to uproot patriarchy.

An example of violence against women, which is subliminal, is that taking place in a relationship, when the female partner undergoes surgery to avoid having children, because her partner being a man would never have a vasectomy, because that means losing his manhood -patriarchy stereotypes.

Violence against women is a subject on which we must insist, it falls upon all of us, in all social strata, the urban and rural, because it is the obligation of all to eradicate patriarchy, misogyny and machismo; beginning by stop referring to them as “nice asses”.


Tradotto da Monica Manicardi

Viviamo in società patriarcali, misogine e maschiliste; a seguito di questo modello, la violenza contro le donne è sistematica e strutturale. E per quanto sia indegno è una violenza normalizzata perché le donne continuano ad essere viste come un oggetto che appartiene a chi le compra.

Per questa ragione vediamo genitori, fratelli, nonni, amici, amanti, compagni, che si credono padroni delle loro figlie, sorelle, nipoti, amiche, amanti, compagne. E vale lo stesso per gli estranei, si credono talmente padroni di qualsiasi donna che si ritengono liberi di potere eliminarle, insultarle, colpirle, violentarle, assassinarle e farle sparire.

Una violenza sistematica e strutturale che comincia con “è una bambina” e termina con il femminicidio. Se si nasce donna, è tutto a sfavore. Una violenza che ci dice che le bambine giocano con le bambole. Una violenza che ci dice che i bambini possono praticare lo sport e le bambine no, perché lo sport è per i maschi e le femmine per i lavori domestici. Una violenza che ci dice che i maschi della casa vanno a casa mentre le femmine no, perché il loro ruolo nella vita è sposarsi, avere figli e mandare avanti la casa.

Una violenza che ci dice che poche donne possono accedere all’educazione superiore, perché questa violenza sistematica continua pensando che la donna sia un oggetto e come oggetto non pensa, non sente, non agisce e non ha diritti. Una violenza che impone il ruolo della donna nella vita di aprire le gambe e partorire figli. Punto.

Una violenza che influenza anche le donne mettendosi contro tra di loro, quando alcune dicono credendosi caste, pure e sante, che le altre meritano essere violentate perché: puttane, alcolizzate, calde, vogliose, provocatrici, superficiali, promiscue e drogate e, supportano con questo il patriarcato del quale fanno parte e lo aiutano ad alimentarlo. Ignorando che ad esporre una donna al disprezzo pubblico della doppia morale per il suo comportamento e stile di vita, anche loro si espongono perché appartengono allo stesso genere.

Una violenza strutturale che alimenta un sistema che manipola, esclude e violenta le donne a tutti i livelli della società. Una violenza che dice che le donne non possono decidere del proprio corpo, che questo corpo non le appartiene, le appartiene il disprezzo pubblico e all’osservazione della religione. Per questo si continua a negare il diritto all’aborto.

La violenza contro le donne ha vari volti, numerose forme e per questo molte volte è impercettibile, diventa sottile quando in molti credono di lusingarle, quando in realtà quello che fanno è violentare con le molestie di strada.

Una violenza strutturale e sistematica che continua a negare l’attenzione medica, l’educazione e opportunità di sviluppo alle donne. Un sistema di giustizia patriarcale, misogino e maschilista, con giudici maschilisti, con procuratori maschilisti, con avvocati maschilisti, con la polizia maschilista, con condanne inesistenti perché le decisioni si prendono dalla misoginia che è l’odio contro la donna. Una violenza ostetrica che manca di rispetto alle donne che stanno partorendo. Quella che la indica per come si veste, agisce e vive. Parlare di violenza contro le donne è come parlare dell’inizio del tempo.

Ogni 25 novembre si celebra il Giorno Internazionale dell’Eliminazione della Violenza contro le Donne. Una lotta che iniziò nel 1981, per commemorare la data nelle quali furono assassinate (femminicidio) nel 1960, le sorelle Mirabal: Patria, Minerva e Maria Teresa, nella Repubblica Domenicana per ordine del dittatore Trujillo. Dal 1999 le Nazioni Unite convocano i paesi del mondo a pronunciarsi contro la violenza contro le donne.

Tuttavia dato che la violenza è strutturale e sistematica, quello che dobbiamo cambiare è il sistema, i modelli di educazione, perché come dicevo all’inizio, il femminicidio è l’espressione più atroce del patriarcato sulla donna, ma inizia con la esclusione e la degradazione solo per il sui genere.

Per sradicare i femminicidi dobbiamo eliminare il patriarcato, per sradicare il patriarcato dobbiamo cambiare il sistema. Per avere società eque e paritarie, con diritti e obblighi, dobbiamo estirpare dalla radice il patriarcato.

Un esempio di violenza contro la donna, che è subliminale, è quella della coppia, quando è la donna che si attiva per non tenere figli, perché il compagno siccome è un uomo non si farebbe mai una vasectomia perché perderebbe la virilità. Stereotipi del patriarcato.

La violenza contro la donna è un tema nel quale insistere, e che spetta a tutti, in tutti gli strati sociali, dalle città alle campagne, perché è un obbligo di tutti sradicare il patriarcato, la misoginia e il maschilismo.

Incominciando a smettere di chiamare culi le donne, riferendosi a loro.

Audio: Crónicas de una Inquilina 

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